A proposta que institui a impressão de cada voto pela urna eletrônica foi tema de uma comissão geral na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (09).

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso, que participou da reunião, argumentou que o voto impresso pode trazer risco para a integridade da eleição no Brasil. Segundo ele, as urnas eletrônicas atuais são auditáveis, seguras e transparentes; e retomar o voto impresso seria um retrocesso que abre espaço para manipulação humana.

Barroso ainda alertou para o risco de judicialização, caso apenas uma pequena porcentagem dos vencidos peçam a recontagem, o que, segundo o ministro, pode tumultuar todo o processo.

O presidente da comissão especial criada para discutir a proposta do voto impresso, deputado Paulo Eduardo Martins, do PSC do Paraná, defende, por outro lado, que o projeto é para aumentar a confiança dos eleitores nos resultados.

Além da proposta para impressão do voto, na pauta das discussões dessa comissão geral estavam temas como: o que prevê medidas de combate à desinformação nas eleições, as chamadas fake news, e também o projeto que discute alterar o sistema eleitoral do país.

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