Seis casos suspeitos de sarampo são investigados em Pernambuco

A Secretaria de Saúde de Pernambuco está investigando seis casos suspeitos de sarampo no estado. As notificações foram feitas após uma excursão, com jovens entre 16 e 19 anos, para Porto Seguro (BA). Um dos monitores, residente em São Paulo, teve diagnóstico confirmado para a enfermidade.

Os casos foram notificados em Caruaru, no Agreste, no Recife e em Olinda. Cinco das pessoas estavam na excursão e a sexta teve contato com o grupo. Ao todo, 182 pernambucanos participaram da excursão, vindos do Recife, Olinda, Caruaru e Bezerros, segundo a secretaria.

 

Para estar protegido contra o sarampo, é preciso ter tomado as duas doses da vacina, aponta a coordenadora imunização de Olinda, Roberta Alcântara. “A primeira dose confere uma soro-conversão de 90 a 95%, mas a gente precisa da segunda dose para ter uma cobertura 100%”, explica.

 

O recomendado é vacinar as crianças aos 12 meses de idade e dar a segunda dose aos 15 meses. “A vacina é a tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba. Faz parte da rotina de vacinação, sendo oferecida de janeiro a janeiro”, aponta Roberta.

 

A tríplice viral é oferecida em toda a rede pública de saúde. A população pode procurar uma das Unidades de Saúde da Família próximo de onde mora para se vacinar.

 

Em 2019, até 27 de julho, 85% das crianças com 1 ano fizeram a primeira dose da tríplice viral no estado e apenas 63% a segunda. A meta mínima é de 95% de cobertura.

 

Confira as como deve ser feita a vacinação:

 

  • De 12 meses a 29 anos de idade: 2 doses de tríplice viral com intervalo mínimo de 30 dias entre elas
  • De 30 a 49 anos de idade não vacinados: 1 dose de tríplice viral
  • Profissionais de saúde não vacinados: 2 doses com a vacina tríplice viral independente da idade, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

 

Em 2018, foram mais de 10 mil casos de sarampo confirmados no país todo, de acordo com o Ministério da Saúde. Em Pernambuco, no ano passado, foram confirmados 4 casos da doença no estado, todos relacionados a um paciente com histórico de viagem para Manaus, área com circulação do vírus na época.





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