Banda de Pífano de Riacho do Meio e sua história secular

A história da Banda de Pife de Riacho do Meio se confunde com a história de todas as bandas de pífano das redondezas pajeuzeiras. Devido a efervescência musical da época, os membros foram se misturando no intuito de não deixar a tradição acabar.

O registro mostra os pifeiros Pedro Ventura e Biu de Lirinha, Amaro Ventura na zabumba e Chico Cariri na Caixa. Festa Universitária,São José do Egito-PE, 1980.

Mas antes é bom falar um pouco dessa tradição nordestina. Pífano é um conjunto instrumental de percussão e sopro, dos mais antigos, característicos e importantes da música folclórica brasileira. Na feição nordestina a banda de pífanos é uma criação do mestiço brasileiro, que com sua criatividade e intuição musical adaptou o instrumental, dando-lhe a forma típica pela qual é conhecida no folclore brasileiro.

Geralmente, é composta por dois pífanos, uma caixa, um bombo, um surdo e um tambor. O pífano é o comandante da banda, ele usa um instrumento semelhante a flauta, feito de taquara, uma madeira muito comum nas matas do sul de Pernambuco. Os componentes das bandas são, na sua maioria, trabalhadores rurais que se ocupam da agricultura de subsistência, trabalhando no “alugado”, ou cultivando sua pequena roça. Reúnem-se antes de cada apresentação e repassam o repertório. Não têm formação musical e tudo o que tocam é de ouvido. A Banda de Pífanos de Riacho do Meio tem cerca de 100 anos de história , segundo os membros.





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